Acessórios: Designer brasileiro de joias faz sucesso em Londres

Expondo pela segunda vez no Rock Vault do London Fashion Week, o joalheiro Fernando Jorge, formado na London College of Fashion, prova que os brasileiros estão com tudo nesta temporada. Ele deu uma entrevista para a revista Glamour e contou o segredo do seu sucesso em terras estrangeiras. Confira:

Fernando Jorge e Electric, sua peça favorita da nova coleção

Como foi para você ser escolhido entre os 3 designers para desenvolver uma coleção cápsula em Palladium com os patrocinadores do evento?
Foi uma grande conquista ser um dos três escolhidos entre os doze designers do Rock Vault para trabalhar com esse material tão especial que é o Palladium. Esse metal foi recentemente reconhecido como precioso e está ganhando bastante espaço agora na joalheira. A iniciativa do International Palladium Board visa criar uma nova linhagem estética para este material. Fiz quatro peças, entre elas: três anéis e um brinco.
Há mais dificuldades ou facilidades em ser um designer brasileiro começando fora?
A minha trajetória foi bem particular. Como eu já tinha uma vasta experiência como designer de joias no Brasil, minha vinda para Londres criou mais facilidades do que dificuldades. No Brasil é mais difícil começar como designer independente, pois aqui a indústria é voltada para novos talentos. Eu trouxe comigo a experiência brasileira, a mão de obra brasileira e, claro, as pedras nacionais, e aprimorei tudo isso com a minha vivência aqui. Hoje em dia, é bacana ser brasileiro no contexto internacional.
Se pudesse abrir uma loja agora, onde seria? Aqui ou no Brasil?
Abriria logo duas, em São Paulo e Londres. Os dois mercados são igualmente relevantes para o meu trabalho.
Cada uma de suas joias são únicas, mas há um fio condutor que liga todas elas. Você faz seus projetos com base em mudança de humor ou temporada?
Desenvolvi uma linha de raciocínio que é sempre simplificar e não buscar tantas referencias fortes. No entanto, as mudanças de temporada influenciam meu trabalho sim, principalmente, nas escolhas de cores e proporções. Já os elementos essenciais são casualidade, sensualidade e uma elegância descomplicada.
O seu trabalho é muito delicado. Quanto tempo leva da concepção ao produto final?
Eu estou cada vez mais me estruturando melhor, o processo está ficando mais ágil. A parte do desenho é bem orgânica e vai mudando até a hora da produção. Quando essa fase da produção começa, vou ao Brasil para escolher as pedras e fazer a modelagem. Tudo demora em média seis meses.
Ao projetar, você imagina que roupas podem ser usadas com suas joias?
No meu ponto de vista, a joia vem antes da roupa, conduzindo a história. Mas a minha consciência da interação da joia com a roupa começa a tomar forma no final do processo.
Você pode descrever quem é a mulher Fernando Jorge?
É uma mulher que ama de joias, ela é madura, feminina e, acima de tudo, independente – não fica esperando ganhar suas joias de ninguém.
Você tem uma peça favorita? Qual e por que?
Cada coleção tenho uma peça da qual me orgulho por ter desenvolvido como um desafio. Nessa nova coleção ‘Electric’, a minha favorita é um brinco de safiras e topázios que pode ser usado tanto como argola quanto como um fio solto, fazendo dele uma peça versátil e fácil de usar.

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